quinta-feira, 1 de julho de 2010

MÚSICA CATÓLICA OU EVANGÉLICA? VÁ A NASCENTE.

"Uma vez que o canto e a música estão estreitamente ligados à ação litúrgica, devem respeitar os seguintes critérios: a conformidade com a doutrina católica dos textos, tirados de preferência da Escritura e das fontes litúrgicas; a beleza expressiva da oração; a qualidade da música; a participação da assembléia, a riqueza cultural do povo de Deus; e o caráter sagrado e solene da celebração." (Catecismo da Igreja católica 1156-1158 / 1191).

Eu não entendo o por quê das brigas entre os irmãos. Mas eu entendo minhas diferenças com eles. E nunca tive problema com evangélicos e nem eles comigo (eu acho). Desde que estamos no mundo para "anunciar", "bóra", vamos em frente (Como diz a menina da Rádio Beatitudes).

A amizade que tenho com alguns "crentes" não me intimida em falar que não toco música evangélica em ambientes católicos. Por quê? Porque contamina? Nada disso. Mas descaracteriza e desorienta os católicos.

A música evangélica tem sua origem. A música espírita também têm. A música do mundo tem "sua progenitora". A música católica também têm. E esta, nasce do altar do Senhor.

Nossa música origina-se daquilo que Jesus disse a dois mil e poucos anos. Ela têm uma Tradição. Ela não nasce de efeitos de chás ou de mantras. Ela é originalmente de Jesus. Nós damos a Ele todo o crédito.

Nossa música é autenticamente do Senhor na Eucaristia, do Senhor Ressuscitado, do Senhor da Semana Santa, do Senhor Filho de Maria e Senhor da Igreja. Nossa música tem preocupações Litúrgicas. Estas são riquezas da música católica. Nossa música deve nascer de um Deus Vivo e vivido. De um Deus que se fez Carne e Sangue. De um Deus que foi gerado num Ventre humano e têm a mesma substância do Pai. Nossa música é nascida no Deus que é Trino, Santo, Santificador... Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus. Fugir disto é querer enriquecer à custa dos outros.

.................
"Quanto chorei com teus hinos e teus cânticos, fortemente comovido com as vozes da tua Igreja que docemente cantava! Penetravam aquelas vozes meus ouvidos e tua verdade se derretia em meu coração,com o que se incendiava o afeto de minha piedade, e corriam minhas lágrimas... e quanto bem me fazia!" (Confissões de Santo Agostinho, IX 6,14)
..................

E não há porque "puxar o saco" (desculpe o termo embaraçoso) dos evangélicos ou dos de outras denominações. Se tivermos que ser algo, devemos ser amigos e irmãos, e não bajuladores. As brigas começam quando o ministro de música católico não descobre seu verdadeiro Tesouro. Fica "buscando" noutros pomares. Cada música têm sua riqueza e enriquece a muitos.

Eu não me acho apto a julgar música evangélica nem tão pouco outras músicas religiosas. Eu vim de um tempo onde a música católica era bem escassa. Portanto, muito de minha espiritualidade tinha que vir das canções evangélicas de adoração. Conheço alguns bons compositores que não cometem aberrações doutrinais em suas criações. 

Mas o fato é que, Deus suscitou na Igreja católica excelentes composições que são verdadeiros manjares para nós. Não há porque buscar fora o que têm dentro. Alias, opinião pessoal: nem gravar música evangélica eu deveria. Por quê gravá-las? Qual a intenção? Adular? Bajular? Querer que os evangélicos fiquem tão felizes que se tornam católicos?

Eu seleciono canções evangélicas. Confesso que quase nem toco essas músicas. Escuto uma ou outra. E não por desprezo mas, por discordâncias teológicas e doutrinais. Só isso. Quer dizer que odeio "crente"? Não. Quer dizer que eu discordo dele. E vivo muito bem com ele. Mas sem cortejar servilmente, sem gabar por interesses, sem "louvaminhassão".

4 comentários:

JAugusto disse...

Prezado irmão, se me permite chamá-lo assim, pois esta é uma saudação mais comumente ouvida no meio dos ditos crentes. Se me permite mas uma intromissão, não compreendi direito o seu texto. Aliás, vi a chamada dele na internet e como indagava algo a respeito dos evangelicos, não pude deixar de clicar no link que me trouxe a sua casa. Interessante algumas colocações que como católico tenho por obrigação concordar contigo, principalmente no que tange a existência de compositores que cometem aberrações em suas composições. Mesmo na musica, amado, devemos saber distinguir certas coisas, principalmente no que diz respeito a qualidade das letras, de forma a serem inclusive utilizadas liturgicamente ou não, mas você sabe disso, portanto, perdoe-me estar colocando isto. Não sou musico, nem compositor, mas me considero um adorador. Em todas as musicas de caráter cristão - e digo isto pq vc citou a musica espírita no começo do texto - há a interferência do Espírito Santo. Podem até querer dizer que não, mas existe sim. O que não existe é o caráter liturgico, para nós, católicos, de suma importância nas celebrações e, portanto, de uma observância sacratíssima em suas letras. A questão doutrinária não convém falar, pois é coisa criada pelo homem. Cada um segmento do cristianismo tem sua doutrina e, se procuramos viver em paz, devemos nos tocar pelo que nos une e tentar esquecer de vez, quando estivermos juntos, do que nos desune. Não vejo em nenhuma letra evangélica algo que possa "ferir" os corações humanos. Em todas - embora talves haja raríssima exceção - há a presença do Espírito Santo sobre a mente do compositor. As letras são retiradas da Biblia, são versículos musicados, nada que fuja ao que está escrito, a Palavra. Outra coisa que não podemos esquecer e você mesmo admite é a questão de que há muito eles estão na estrada, logo, sabem como ninguém, utilizar todos os recursos e dons que Deus lhes deu para chegar aos nossos corações. Nós estamos começando agora, com pouco mais de 45 anos de estrada, talves, nascendo essa fonte dos movimentos carismáticos, que inclusive são pentencostais - acho que vou apanhar por isso - Hoje temos bons musicos, grupos, ministérios de louvores maravilhosos, coisas riquissimas, mas não podemos esquecer que tudo isso foi graças a existência dos grupos evangélicos e de suas influências nos corações católicos. Abrir o coração. Isto deve ser o mote de todo aquele cristão que tem em Jesus sua meta. Abrindo o coração evitaremos as vezes textos como estes que você escreveu. Peço desculpas pela impertinência e se estiver causando desconforto a voce e seus leitores assíduos. Que Deus te abençoe e reine sobre ti e sobre os teus. Que o Espírito Santo ilumine sua mente e seu coração e possamos nos encontrar na Eucaristia.. sempre...

Hospital do Amor disse...

Olá Silvinho, sou o zezinho de Barretos e admiro seu trabalho desde o "coisas de Deus", thu ruruáh...rs e respeito muito teu trabalho na música católica.
Mas acredito que o foco maior não deve estar no que é de lá ou de cá mas o que o Espírito Santo inspira. ninguém pode compôr uma música dizendo Jesus é o Senhor se não for pela ação do Espírito Santo.
Aceito a idéia de que algumas músicas dos nossos irmãos protestantes pentecostais estejam em inconformidade dom nossa teologia, mas o restante que é a maioria, tem em seu conteúdo louvor e adoração ao Senhor, e unção quem dá é o Senhor e não nossa doutrina.
Paz e Bem, Que a Ssma Virgem Seja Sempre Tua Companhia.

Felipe Coura - Banda Profetas disse...

Olá Silvinho, desculpe pegar o seu texto sem avisar. Mas coloquei seu nome e o link do site Dedilhando Formações. De fato, é um tema polêmico. Gosto assim. Tenho um irmão protestante em casa, também músico, vivemos em Paz. Somos mto unidos. Sei que você não desvaloriza a música de outras religiões, nem nega influências, apenas reconhece o grande valor da música católica. E temos valor. Muito. E já faz tempo. Escuto sempre a Beatitudes. O blog está muito bom. Deus o abençoe.

Cássia Albuquerque (cassialbuqrq@hotmail.com) disse...

Pax et Bonum!
Sou ministra de música e minha maior alegria é cantar na Santa Missa. Uma das minhas maiores lutas dentro do meu ministério é procurar músicas adequadas liturgicamente, teologicamente e espiritualmente. Sendo assim, nunca uso musicas protestantes. E não faço isso por preconceito ou por sentimentos de repulsa pelos nossos irmãos protestantes, o faço pura e simplesmente por coerência. Todo ministro de música sabe que música não é simplesmente um conjunto de palavras e notas. Música traz consigo uma carga espiritual muito grande e tem o poder de mexer no interior do ser humano. Sendo assim, para um ministro de música católico não é corente usar uma música escrita por alguém que não crê na Doutrina Santa Mãe Igreja Católica (seja protestante ou de qualquer outra denominação ou seita), porque, mesmo que não manifeste essas divergências de fé em sua letra, ela traz em sua carga espiritual a fé daquele que a escreveu e suas intenções. Coerência: viver e cantar o que creio e tão somente o que creio! É muito simples de se compreender isso.
E ainda há o fato de precisarmos sermos piedosos com as nossas assembléias. Conseguem imaginar a confusão na cabeça do povo de Deus ao ouvir uma música na Igreja (com letra maiúscula = Católica) e depois descobrir que é uma música protestante? Se formos piedosos com o povo de Deus iremos zelar para que essa confusão não ocorra.
E ainda há a questão da Espiritualidade do Ministro de Música: não se pode dar o que não se tem; não posso dar a beber agua limpa se na minha fonte só brota água turva. É preciso preservar as tradições e as raizes Católicas em todo o momento,até mesmo nas músicas ouvidas em casa. Porque buscar fora se a Igreja fundada pelo próprio Cristo é aqui? Onde pode haver mais riqueza espiritual (que por consequência se manifesta na música)do que no único Templo onde o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do Nosso Senhor Jesus Cristo está? Ao respondermos essas duas perguntas para os nossos corações perceberemos que realmente não faz sentido, não há coerência em um Católico buscar músicas protestantes.
Que Deus os abençõe, ilumine e oriente. Que Nossa Santissima Mãe Maria rogue por todos os músicos e os livre das ciladas do Demônio! Amém!